Honoré de Balzac, célebre escritor francês do século 19, tem entre seus romances o famoso “La femme de trente ans” (“A mulher de trinta anos”) obra de enorme repercussão mundial, na qual o autor valoriza o encanto, a experiência e outros atributos da mulher que, ultrapassando a juventude, mas ainda cheia de viço, na faixa dos 30 até alguns anos após os 40, atrai o interesse masculino.

No Brasil, o romance de Balzac alcançou intenso êxito e acabou criando o adjetivo “balzaquiana”, que consta de todos os dicionários da Língua Portuguesa. A palavra conquistou sua máxima consagração no carnaval de 1950, através de uma alegre marchinha gravada por Jorge Goulart. Com o título “Balzaquiana”, a música tem estes versos:

 

Não quero broto,
Não quero, não quero não,
Não sou garoto
Pra viver na ilusão,
Sete dias na semana
Eu preciso ver
Minha balzaquiana.

O francês sabe escolher,
Por isso ele não quer
Qualquer mulher,
Papai Balzac já dizia,
Paris inteiro repetia:
Balzac tirou na pinta,
Mulher, só depois dos trinta!

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