Ao início da solenidade, após a apresentação dos agraciados, a vereadora Leila Maywald destacou a figura de José Lorenzo e perguntou:

“Quem não gosta do Amarelinho? É a importância dos comerciantes desta cidade que torna o Rio de Janeiro mais alegre, mais afetuoso, e as pessoas ficam mais próximas. E tem lugares no Rio que já fazem parte da história. O Amarelinho quase se junta à Câmara de Vereadores; sai todo mundo daqui, e o ponto de encontro é o Amarelinho”.

Por sua vez, o vereador José Mauro aliou Lorenzo ao Amarelinho afirmando:

“(...) o Sr. José Lorenzo é proprietário do Restaurante Amarelinho, freqüentado por lideranças políticas, músicos, artistas, compositores, toda a gente do Rio. Nós, parlamentares, temos a felicidade de estar ali, com o privilégio de debater importantes questões da nossa cidade”.

Expressiva biografia

Em seqüência, Brizola Neto deu especial relevo ao homenageado lendo diversos trechos da sua biografia (ver “História”, deste site ). Em seqüência, afirmou que ele adotou o Rio de Janeiro como sua casa e foi adotado pela cidade. E finalizou:

“Muito obrigado, Sr. Lorenzo. O senhor pode ter certeza de que a sua trajetória e a trajetória do Amarelinho se confundem com o resplendor, com essa praça que o nosso querido Ricardo Maranhão denominou Praça dos Saberes Conciliados, e o Amarelinho é um brilho nessa praça que tão bem representa a Cidade do Rio de Janeiro” .

 

Vereador Brizola Neto entre os agraciados.

 

 

Lorenzo entre familiares e amigos.

 

O orgulho de Lorenzo

Eis as palavras de agradecimento do homenageado:

“Meus amigos, estou aqui e sinto-me feliz em receber esta homenagem do vereador Brizola Neto. Na Cinelândia, sempre procurei agradar, por todos os meios, a população carioca, que é o melhor povo do mundo em todos os sentidos. É o mais humilde de todo o Brasil. Eu vi que o meu lugar seria no Rio de Janeiro, aqui na Cinelândia. Dos 50 anos como carioca, tenho a obrigação de fazer tudo o que for possível para esta cidade.

  Quando Negrão de Lima tomou posse como prefeito, o Rio de Janeiro estava um pouco decaído; quando vim para o Amarelinho, não havia água suficiente para fazer o nosso trabalho. E o prefeito disse: ‘Não se preocupe, nós vamos mandar gente aí para resolver a situação'. E ele assim o fez. Anos depois, também fui muito ajudado pelo governador Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, o criador dos CIEPs. Eles sempre me procuravam no Amarelinho, atendendo meus pedidos no que se referia à Cinelândia.

  Hoje, me sinto feliz e honrado em me encontrar aqui com tantas autoridades. Agradeço especialmente ao Dr. Ricardo Maranhão, que me colocou no seu livro ‘Cinelândia – Retorno ao Fascínio do Passado'. Estendo agradecimentos também a todos aqueles que comigo convivem. Nossos funcionários são nossos amigos e nós somos amigos de todos. Recebo a Medalha Pedro Ernesto, oferecida pelo Vereador Brizola Neto, com muito orgulho” .

Dois personagens inesquecíveis

Os mineiros Francisco Negrão de Lima, nascido em São João Nepomuceno, e Darcy Ribeiro, da cidade de Montes Claros, lembrados no discurso de José Lorenzo, sempre foram profundos admiradores da Cinelândia. O primeiro, não somente como prefeito, ao tempo em que o Rio era Distrito Federal, mas também como governador eleito do Estado da Guanabara (de 1965 a 1971), sempre mostrou cuidados especiais por um local que ele afirmava ser "magnífico pelos variados estilos de arquitetura, cada um com elevado significado histórico".

Por sua vez, Darcy Ribeiro, um excepcional humanista, antropólogo e educador, quando vice-governador do Estado, em conversas com Lorenzo revelava além da afeição pela Cinelândia, sua inabalável esperança no desenvolvimento do Brasil, com base na educação das crianças e no estimulo à cultura do povo.

Alta honraria

A Medalha de Mérito Pedro Ernesto, criada em 1980, é a maior honraria concedida a personalidades que, reconhecidamente, tenham prestado relevantes serviços à Cidade do Rio de Janeiro e ao Brasil, pelas suas atividades culturais, laborais e comunitárias.

 

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